segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Psicopedagogia e Novas Tecnologias

O novo causa uma insegurança, o medo do desconhecido é algo comum. As novas tecnologias trazem possíveis inovações para educação. Vivemos na Era da informação, das novas tecnologias, as quais tem o símbolo maior o computador. Assim parece impossível não relacionarmos escolas com novas tecnologias, já que a escola tem como um de seus objetivos preparar seus alunos para sociedade (GOULART, 2004).
O avanço das novas tecnologias de informação e comunicação na escola evidencia desafios e problemas relacionados ao espaço e ao tempo que o uso das tecnologias novas e convencionais provocam nas práticas que ocorrem no cotidiano da escola. Para entendê-los e superá-los é fundamental reconhecer as potencialidades das tecnologias disponíveis e a realidade em que a escola se encontra inserida. Esse reconhecimento favorece a incorporação de diferentes tecnologias (computador, Internet, TV, vídeo...) existentes na escola, à prática pedagógica e a outras atividades escolares nas situações em que possam trazer contribuições significativas (BERNARDI, 2010).
Hoje em dia, imaginar a tecnologia envolvida com o processo de aprendizagem não significa uma impossibilidade, mas infelizmente muitos ainda não compreenderam como ela pode funcionar de uma forma a trazer qualidade ao processo de aprendizagem. Ainda preocupam-se em responder a um apelo da sociedade e não às necessidades reais do aprender (BERNARDI, 2010).
Segundo Visca a aprendizagem não é só escolar, por isso em uma investigação psicopedagógica deve-se investigar o tipo de vínculo que o sujeito estabelece com o professor, a sala de aula, os conteúdos, os colegas e a escola, mas também a relação com as pessoas fora do contexto escolar. Partindo desse ponto Weiss aponta que é necessário investigar a relação da criança com os adultos significativos que lhe oferecem ou não modelos de aprendizagem, bem como os cenários onde isto ocorre. Visca ainda diz que as Técnicas Projetivas Psicopedagógicas instrumentos para a compreensão dos fatores emocionais que condicionam de forma positiva ou negativa a aprendizagem (MANTOVANI; SANTOS, 2011).
O uso das Tecnologias Digitais Virtuais na clínica psicopedagógica, por atuar no campo das representações virtuais, agiliza os mecanismos da projeção no sentido de deslocamento, ou seja, o sujeito projeta para fora de si o que se recusa a reconhecer em si mesmo. Então, através da projeção, é possível que o inconsciente se manifeste liberto dos entraves que habitualmente o impedem de expressar-se, deslocando para o plano objetivo os conteúdos latentes que podem estar significando suas aprendizagens em aprender ou não aprender (MANTOVANI; SANTOS, 2011).

Para utilizar tais tecnologias, é importante deixar claro quais são nossos objetivos didáticos-pedagógicos e clínicos, tendo como enfoque a expressão do pensamento do sujeito em situações de aprendizagem diversificadas, uma vez que muitos apresentam dificuldades para reconhecerem-se autores da sua produção. A utilização das Tecnologias Digitais Virtuais na prática pscicopedagógica possibilita o trabalho no campo das representações virtuais, pois ao acionar os mecanismos da projeção, facilita a investigação das significações do ato de aprender e das representações que o sujeito faz dos conhecimentos escolares, familiares e consigo mesmo. A aprendizagem acontece dentro de ambientes presenciais-físicos e digitais-virtuais, através de atividades ricas em interação e de abordagens multidimensionais que podem ser potencializadas pelo uso adequado das Tecnologias Digitais Virtuais, motivando ensinantes e aprendentes para a construção de processos de aprendizagem mais significativos no contexto da diversidade (MANTOVANI; SANTOS, 2011).

Nenhum comentário:

Postar um comentário