O novo causa
uma insegurança, o medo do desconhecido é algo comum. As novas tecnologias
trazem possíveis inovações para educação. Vivemos na Era da informação, das
novas tecnologias, as quais tem o símbolo maior o computador. Assim parece
impossível não relacionarmos escolas com novas tecnologias, já que a escola tem
como um de seus objetivos preparar seus alunos para sociedade (GOULART, 2004).
O avanço das
novas tecnologias de informação e comunicação na escola evidencia desafios e
problemas relacionados ao espaço e ao tempo que o uso das tecnologias novas e
convencionais provocam nas práticas que ocorrem no cotidiano da escola. Para
entendê-los e superá-los é fundamental reconhecer as potencialidades das
tecnologias disponíveis e a realidade em que a escola se encontra inserida.
Esse reconhecimento favorece a incorporação de diferentes tecnologias (computador,
Internet, TV, vídeo...) existentes na escola, à prática pedagógica e a outras
atividades escolares nas situações em que possam trazer contribuições
significativas (BERNARDI, 2010).
Hoje em dia,
imaginar a tecnologia envolvida com o processo de aprendizagem não significa
uma impossibilidade, mas infelizmente muitos ainda não compreenderam como ela
pode funcionar de uma forma a trazer qualidade ao processo de aprendizagem.
Ainda preocupam-se em responder a um apelo da sociedade e não às necessidades
reais do aprender (BERNARDI, 2010).
Segundo Visca a
aprendizagem não é só escolar, por isso em uma investigação psicopedagógica
deve-se investigar o tipo de vínculo que o sujeito estabelece com o professor,
a sala de aula, os conteúdos, os colegas e a escola, mas também a relação com
as pessoas fora do contexto escolar. Partindo desse ponto Weiss aponta que é
necessário investigar a relação da criança com os adultos significativos que
lhe oferecem ou não modelos de aprendizagem, bem como os cenários onde isto
ocorre. Visca ainda diz que as Técnicas Projetivas Psicopedagógicas
instrumentos para a compreensão dos fatores emocionais que condicionam de forma
positiva ou negativa a aprendizagem (MANTOVANI; SANTOS, 2011).
O uso das Tecnologias
Digitais Virtuais na clínica psicopedagógica, por atuar no campo das
representações virtuais, agiliza os mecanismos da projeção no sentido de
deslocamento, ou seja, o sujeito projeta para fora de si o que se recusa a
reconhecer em si mesmo. Então, através da projeção, é possível que o
inconsciente se manifeste liberto dos entraves que habitualmente o impedem de
expressar-se, deslocando para o plano objetivo os conteúdos latentes que podem
estar significando suas aprendizagens em aprender ou não aprender (MANTOVANI;
SANTOS, 2011).
Para utilizar
tais tecnologias, é importante deixar claro quais são nossos objetivos
didáticos-pedagógicos e clínicos, tendo como enfoque a expressão do pensamento
do sujeito em situações de aprendizagem diversificadas, uma vez que muitos
apresentam dificuldades para reconhecerem-se autores da sua produção. A
utilização das Tecnologias Digitais Virtuais na prática pscicopedagógica
possibilita o trabalho no campo das representações virtuais, pois ao acionar os
mecanismos da projeção, facilita a investigação das significações do ato de
aprender e das representações que o sujeito faz dos conhecimentos escolares,
familiares e consigo mesmo. A aprendizagem acontece dentro de ambientes
presenciais-físicos e digitais-virtuais, através de atividades ricas em
interação e de abordagens multidimensionais que podem ser potencializadas pelo
uso adequado das Tecnologias Digitais Virtuais, motivando ensinantes e
aprendentes para a construção de processos de aprendizagem mais significativos
no contexto da diversidade (MANTOVANI; SANTOS, 2011).

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